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Cuidado com o excesso de adoçante

sábado, 12 de setembro de 2009

Como vejo minha nutricionista uma vez por mês, faço questõe de tirar todas as dúvidas que tenho. Sempre batemos um bom papo, fico uma hora ou mais no consultório dela.

Mês passado ela me disse para tomar cuidado com o excesso de adoçante. Algumas pesquisas indicam que o excessivo consumo de adoçante, a longo prazo, pode ser uma das causas de um possível câncer. Obviamente ele não é a única causa, outros fatores como a disposição genética e outros que não sei enumerar, todos eles em conjunto, podem criar a predisposição ao câncer.

Dessa forma, a idéia é manerar na quantidade de gotinhas. Nada dar aquela apertadinha no frasco para jogar aquele jato. Nem exagerar no número de saquinhos.

A melhor opção são adoçantes feitos de estévia, que é mais natural porque é extraído de uma planta. Eu provei e achei horrível. A dica da minha nutricionista é, além de reduzir o consumo de adoçante, variar o tipo. Por exemplo: esse mês use ciclamato, no outro aspartame, e no outro experimente outro tipo. Assim, pelo menos você reterá menos substância de cada um deles em seu organismo. Quando eliminar todo o peso que quer quem sabe possa voltar ao uso do açúcar. Obviamente de forma moderada.

Mas veja lá! Isso é só um alerta! Não vá achar que vai ter câncer ou vai morrer por causa do adoçante. Só quero alertá-la para o uso consciente desse produto.

O problema, segundo minha nutricionista, é que desde sempre somos levados a fazer mau uso das coisas. Sempre queremos comer tudo docinho, porque agrada e ficamos felizes. O gosto doce associado ao prazer é uma construção social; na verdade nosso organismo não precisa desse tanto de açúcar que comemos, isso só nos faz mal. Não só o doce, mas como a comida em geral, está intrinsecamente ligada à sociabilidade. Comemoramos comendo, quando ficamos tristes comemos (principalmente açúcar), depois do cinema comemos. A comida, assim como o açúcar está sempre associado a sentimentos de prazer ou alívio que em grande medida foram criados por nós mesmos, e não por uma necessidade orgânica.

O difícil disso tudo é reduzir drasticamente o consumo de açúcar, já que fomos criados com todos esses hábitos. É difícil, mas vou tentando.

Mesmo peso, porém mais magra

sexta-feira, 11 de setembro de 2009


Vocês não estão acreditando que isso seja possível, não é verdade? Mas acreditem, isso aconteceu comigo. Ontem foi o dia da pesagem, ou seja, dia de visita à nutricionista. Tive vontade de chorar quando pisei na balança e vi que o ponteiro estava no mesmo lugar do mês passado: 56kg. Minha nutricionista, que só de me olhar também percebeu que estava mais magra, resolveu então medir meu percentual de gordura. Resultado: eliminei 4% de gordura da última visita para ontem.


Realmente estou mais magra: é uma diferença considerável mudar o percentual de gordura de 28 para 24%. O peso se manteve igual porque estou trocando massa gorda por massa magra, quer dizer, gordura por músculo. Como músculo pesa mais que gordura, não houve diferença na balança, mas nas roupas sim. Troquei músculos por gordura graças à natação e ao pilates. Quando faltava a natação, ia dar uma caminhada de 1 hora.


Apesar do ponteiro ter ficado parado estou muito feliz com o resultado. Ainda não estou próxima do resultado que quero, mas acredito que vou chegar lá até o verão. Esse mês a nutricionista me tirou 100 calorias da dieta para ver se temos um resultado um pouco mais significativo com relação ao peso. Se a perda de peso não for considerável mês que vem, mas eu continuar a perder gordura, vamos mudar o objetivo: ao invés de tentar alcançar os 52kg, vamos estabelecer um objetivo de percentual de gordura, que provavelmente será entre 20 e 22%. Não me interessa o peso, desde que eu emagreça de forma saudável. E fico feliz que tenha sido assim até agora!


Minha próxima pesagem e medição de percentagem de gordura será dia 27 de outubro. Até lá a estratégia é manter a RA como tenho feito, porém tentando me controlar nos finais de semana. Vou manter a rotina de exercícios físicos. Graças à Deus com relação aos exercícios eu sou bem disciplinada; gosto muito da natação e o pilates tem ajudado a melhorar as dores na coluna pela tensão e por passar o dia todo sentada na frente do computador. Se conseguir jacar menos nos finais de semana provavelmente terei um resultado muito bom na próxima consulta. Com certeza o blog vai me ajudar nessa trajetória.


Fé em Deus e pé na tábua! (mas não na jaca, rsrs...)


Cuide de sua tireóide

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Enquanto estava tomando coragem para voltar para os livros, dei uma viajada na internet e encontrei uma colega blogueira que estava muito chateada com a dieta. Pelo que ela relata, ela está com uns 80kgs, com dificuldade de emagrecer e me pareceu um pouco deprimida.

Entendo que queremos ver os resultados de nossas reeducações alimentares ou dietas logo, e por isso ficamos deprimidas quando eles demoram. Mas essa depressão, a demora nos resultados e o sobrepeso pode ter como causa um problema de saúde.

Digo isso por experiência própria. Aos 18 anos pesava 52kgs, bem distribuídos pelos meus poucos 1m e 57 cm. Depois do estresse do vestibular e a feliz aprovação comecei a apresentar um quadro de depressão e engordei mesmo sem ter mudado meus hábitos alimentares. Cheguei aos 60kgs. Depois de quase um ano fazendo exames descobri a causa dos meus males: o hipotireoidismo.

O hipotireoidismo é uma depressão na glândula da tieróide, responsável pelo nosso metabolismo. A pessoa que produz baixa taxa de hormônio da tieróide, como eu, apresenta lentidão mental e física. E como o metabolismo dimunui, a pessoa que tem hipotireoidismo ganha peso de forma muito rápida.

Existem vários tipos de depressão da tireóide, que pode ser causada até mesmo por tumores na glândula. Graças a Deus esse não foi meu caso. Mas essa doença não tem cura, mas é facilmente administrável, basta que a pessoa visite o endocrinologista com frequencia e tome o remédio responsável pela reposição do hormônio da tireóide. Eu , por exemplo, tomo esse aí da foto, mas tomo uma dosagem um pouco maior, de 75mcg. Ah... é importante alertar que, além de não ter cura, a tendência é que a tireóide pare de funcionar a longo prazo. Eu, por exmplo, tomava em 2003, quando descobri a doença, 25mcg do hormônio. Hoje tomo 75mcg, o que é pouco, segundo meu médico. Ele disse que a minha tireóide está mantendo uma produção estável de hormônio porque faço exercício físico com regularidade (faço natação).

 Quando comecei a tomar o remédio emagreci 2kgs, mas apenas o remédio não funciona para peder o peso que ganhei. Como meu metabolismo é lento, a natação também tem sido muito importante. Mas quando disse que queria voltar aos antigos 52kgs, meu endócrino me aconselhou procurar uma nutricionista. Tenho feito uma reeducação alimentar não muito restritiva, mas que tem me dado bons resultados, mesmo que lentos.

Bom, acho que eu tinha que fazer esse alerta. Aconselho a todas que estão tendo problemas para emagrecer que procure orientação médica antes de fazer essas dietas loucas que vemos por aí. Investigue sua saúde, acho que esse deve ser o primeiro passo